sexta-feira, 23 de julho de 2021

O voto impresso é a nova Cloroquina de Bolsonaro

 ARTIGO

Há dois fatores que valem a pena tratar neste momento de total efervescência política no país, inclusive com ameaça de golpe militar.

O primeiro é que é legítimo manifestar-se contra ou a favor do voto impresso. O que não é razoável é colocar a frágil democracia brasileira nas cordas, como se ainda fossemos uma republiqueta de bananas. Não cabe aos militares a última palavra, mas ao Congresso.

O fato de a urna eletrônica ainda causar desconforto, embora nunca tenha se comprovado de fato alguma fraude, tornou-se a nova Cloroquina ou a cura para todos os males. Mais um discurso enfadonho de um presidente que se apoia numa gelatina para evitar o impeachment.

O medo de Bolsonaro de não se reeleger, somado a generais saudosistas e um empurrãozinho do Supremo que lavou, passou e secou a ficha suja de Lula fez o presidente envelhecer dez anos em dois.

O segundo fator é que dia após dias ele se orgulha de ser uma fraude eleitoral (afinal ele já disse que é do Centrão), e ao se ajoelhar a esse aglomerado de partidos cuja finalidade sempre foi arrancar nacos de benefícios, rendeu-se à semelhança de um “pato manco”; preside, mas não tem poder. Aos poucos o Centrão foi esvaziando a caneta de Bolsonaro, e expulsando a vergonhosa ala militar.

Mas esses militares não estão sozinhos, há muito mais gente que apertou o 17 e continuam a fazer vergonha com seus silêncios obsequiosos. Que o diga empresários, agentes do mercado financeiro, industriais.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A hipocrisia e os chupins da democracia

 É louvável para uma mulher negra, que teve de trabalhar como doméstica para se formar numa universidade chegar ao poder em um importante pa...